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Soneto Para o Mar
O mar está em mim todos os dias
E ouço sua voz feito uma concha
Mas quando estou no mar
Sou apenas mancha
Como o sal que dissolve todavia
E essa consciência me agonia
Quando navega e se desmancha
O mar, o velho mar vem e deslancha
A derramar suas ondas na baía.
Meu sangue veio de além mar
De Angola e Portugal
E quanto sangue ainda corre nas veias
À mercê feito nau
Vou chorar no teu colo Iemanjá
Minhas lágrimas são feitas de sal
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