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FELIZ NATAL

Ontem, li em uma notícia que um pastor da Assembleia de Deus se negou a batizar uma menina, pois segundo ele "seu cabelo era crespo demais para uma cristã".

Lembrei das minhas aulas de história da arte na faculdade e das inúmeras exposições, livros e igrejas, onde pude ver a representação de Jesus.


Como a fotografia é uma invenção recente e Jesus andava entre os simples, não há nenhum registro visual do Mestre. Nenhum desenhozinho que seja. Portanto tudo que conhecemos como história pictórica é uma fabulação.


Ao longo dos séculos, Cristo foi se europeizando cada vez mais. Há muitas pinturas onde aparece louro de olhos azuis. Algo incomum para um homem da Galileia.

Estudos recentes, baseados em descobertas arqueológicas, revelaram uma imagem mais próxima do rosto de Jesus. Provavelmente era um homem baixo, um metro e sessenta, pesando cerca de cinquenta quilos e de pele escura como seus contemporâneos. Eles o retrataram de barba e cabelos curtos e crespos.


Segundo os relatos bíblicos, não tinha beleza nem formosura. Porém, as imagens são poderosas e o santuário de nossas memórias é preenchido por muitas referências visuais do Messias.


Neste Natal eu também quis dar minha contribuição a este panteão de representações do Filho de Deus. Utilizei esta imagem mais atual que a ciência apontou, coloquei não só um cabelo crespo, mas uns dreads. E aí está o meu Jesus!


Se a casa de Deus tem muitas moradas e se o Pai nos fez sua imagem e semelhança, o Nazareno pode assumir a forma de todas as etnias e habitar todos os corações.

Feliz Natal!

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